A coisa mais séria que cada pessoa vivida e pungentemente reconheceu cada uma por si própria, é que toda e qualquer abjuração da virtude
da espécie, todo e qualquer crime contra a nossa própria natureza, todo e
qualquer ato maldoso, cada um sem exceção, se registra no nosso próprio
inconsciente e faz com que nos desprezemos a nós mesmos. Karen Horney usou uma
boa palavra para descrever essa percepção e recordação inconsciente; ela
falou de “lançamento”. Se fizermos algo de que nos envergonhamos, isso é “lançado”
a nosso descrédito, se fazemos algo honesto, ou admirável, ou bom, é “lançado”
a nosso crédito. Os resultados líquidos, em última análise, só podem ser uma
coisa ou outra: ou nos respeitamos e aceitamos, ou nos desprezamos e sentimos
desprezíveis, inúteis e repulsivos. Os teólogos costumavam usar a palavra “accidie”
para descrever o pecado de não fazermos da nossa vida o que sabíamos que
podia ser feito.
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